Serverless de verdade: quando funções valem a pena (e quando não)
Functions-as-a-Service prometem o sonho: você escreve a função, a plataforma cuida do resto, e você paga só pelo que executa. Como toda abstração poderosa, há um preço escondido.
Onde serverless brilha
- Cargas event-driven e esporádicas: webhooks, processamento de uploads, mensagens de fila.
- APIs com tráfego irregular — escalar a zero quando ninguém usa economiza muito.
- Glue code entre serviços, cron jobs e automações.
Os trade-offs que importam
Cold start: a primeira invocação após ociosidade carrega o runtime e o código — latência extra que pode incomodar em APIs sensíveis. Limites de tempo de execução, memória e payload. E, contraintuitivamente, para cargas constantes e pesadas, um container sempre-ligado costuma sair mais barato que milhões de invocações.
Um exemplo concreto
exports.handler = async (event) => {
const { a = 0, b = 0 } = event;
return { ok: true, sum: a + b };
};Escreveu, subiu, invocou. Sem servidor para provisionar, sem patch de SO.
A regra de bolso
Serverless é sobre elasticidade extrema e operação zero, não sobre ser sempre o mais barato. Use para o irregular e o event-driven; use containers para o constante e previsível. No Kubmix Cloud você tem os dois — Functions e Containers — e escolhe por carga.